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O punk, movimento oposto ao hippie e que apoiava a individualidade e a independência, surgiu na década de 70 em dois principais pontos do mundo: Nova York e Londres. Na cidade norte-americana, teve início quando os frequentadores da casa de shows CBGB e da...

...cena underground começaram a formar bandas que se opunham ao composto rock progressivo de bandas como Yes, por exemplo, de muito sucesso na época.

No Reino Unido, principalmente na capital, o movimento ganhou uma grande versão própria - com bandas como Sex Pistols  e The Clash. O punk britânico coincidiu com um momento político delicado, por conta disso as composições visavam a crítica ao governo e à realeza.

A banda Britânica Sex Pistols nasceu em uma loja de roupas. Seu visual foi criado pela estilista Viviane Westwood, que trouxe de NY peças rasgadas, alfinetes, rebites e toques eróticos. Com isso, os punks criaram um estilo único. Os cabelos curtos dos punks, por exemplo, era o oposto das longas madeixas tradicionais dos hippies.

O Punk conseguiu abrir a cabeça dos roqueiros para outros estilos. A banda The Clash pegou elementos do reggae, a Television do jazz e o Blondie da disco. Nessa época, houve a fusão de rock e reggae, nascendo a ska. Toda essa vibe originou estilos como hardcore e o psychobilly.

O punk era influenciado, principalmente no Reino Unido, pelo movimento Internacional Situacionistas e por ideais anarquistas e socialistas. A maioria dos integrantes das bandas estavam longe de participar da burguesia e não viam futuro com as ações do governo. Para se ter ideia, a superpolitizada The Clash apoiava os rebeldes do movimento Sandinistas, da Nicarágua.

Por conter uma política acolhedora, o punk abriu espaços para as mulheres também. Algumas entraram e lideraram bandas importantes, como: Patti Smith, Debbie Harry e The Slits.

O gênero influenciou muito na literatura e no cinema, ajudando a lançar artistas independentes, como o diretor Derek Jarman. O movimento foi berço das rodas de moshing (conhecido no Brasil como “rodinha punk”), em que membros políticos se jogam uns contra os outros. Nos anos 80, surgiu a versão só com meninas.

No final dos anos 70, em plena ditadura, o movimento punk chegou ao Brasil. Teve início em Brasília e depois migrou para outros estados do País, como Rio de Janeiro e São Paulo. Os discos estrangeiros eram difíceis de encontrar, então as bandas gravavam em fitas K7 e compartilhavam o som entre si.

Bandas como Aborto Elétrico, Cólera, Olho seco seguiram o estilo e a sonoridade das bandas estrangeiras.

Vale destacar que o punk seguiu influenciando a música mesmo após seu fim. A banda Nirvana, rotulada como grunge dos anos 90, pode ser considerada uma “filha da anarquia”. Kurt Cobain (vocalista), afirmava que eles eram, de fato, punks. O trio também foi base dos movimentos RIOT GRRL e Queercore, defensores da inclusão de mulheres e gays na música.


Créditos: Felipe Migliani  /  by festivalmarginal